Encontro em Brasília discute estratégias para conservação, desenvolvimento e governança no Cerrado

Por Funatura

12 de setembro de 2025

Equipe no XI Encontro e Feira dos Povos do Cerrado - Lara Réquia/Funatura

O XI Encontro e Feira dos Povos do Cerrado se consolidou como um evento estratégico para a conservação e o futuro do bioma. Realizado em Brasília (DF), o encontro mobilizou comunidades, organizações e ativistas em torno de temas cruciais como conservação, gestão territorial e ecoturismo. A Fundação Pró-Natureza (Funatura) teve uma participação de destaque, marcada pela presença de stand e pela organização de três mesas temáticas no dia 12 de setembro com o objetivo de dar visibilidade a soluções já em prática.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SBIO/MMA), a ação integrou o Projeto GEF Áreas Privadas. Em articulação com o MMA, a Funatura organizou as mesas com foco nas ações do projeto, que é financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e co-executado pela Funatura na Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto, na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

“Foi um espaço único para fortalecer alianças com as comunidades que são guardiãs do bioma”, destacou o superintendente executivo da Funatura, Pedro Bruzzi. “O Encontro e Feira foi único, dando visibilidade às soluções que nascem e existem dentro dos territórios. A Funatura esteve junto, somando ao diálogo sobre biodiversidade, ecoturismo e governança”, finalizou.

Mesas temáticas ampliam o debate

As discussões foram divididas em painéis que aprofundaram os principais desafios e oportunidades do Cerrado.

Na mesa sobre Cadeias da Sociobiodiversidade do Cerrado, o debate focou em como fortalecer e expandir a produção de itens como a castanha de baru e o pequi. A diretora da Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base em Economia Solidária (COPABASE), Dionete Figueiredo, destacou o papel das cooperativas como ferramenta de resistência e gestão. “Se a gente não anota, se a gente não tem gestão, se a gente não organiza, a gente não vai conseguir contar para as pessoas a relevância do nosso trabalho. Sem dados, a gente não consegue dar um passo adiante”, disse.

Já a mesa Ecoturismo no Cerrado e Comunidades abordou o potencial do turismo como ferramenta de desenvolvimento sustentável. Foram discutidos modelos de sucesso, como as trilhas Caminho dos Veadeiros e Caminho de Santana, em Cavalcante (GO). O coordenador do projeto Caminho de Santana, João Lino, enfatizou o papel da colaboração. “A gente percebe que é uma grande rede, que falta só a gente realmente se conectar, e eventos como esse colaboram muito com esse processo de integração”, afirmou.

O painel Gestão Integrada da Paisagem abordou a aplicação prática de políticas públicas para a gestão do Cerrado. O chefe de gabinete e secretário nacional substituto na Secretaria de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBIO) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Carlos Eduardo Marinello, enfatizou a necessidade de união. “Se não juntarmos forças para trabalhar de uma maneira mais conjunta e integrada, vamos cada vez mais ter que nos esconder debaixo de sombras”, destacou.

A participação da Funatura reafirmou seu compromisso em unir ciência e saberes locais para conciliar a conservação ambiental com o fortalecimento das comunidades. O evento demonstrou que a mobilização social é um pilar essencial na defesa do Cerrado.

GEF Áreas Privadas

O projeto GEF Áreas Privadas é financiado pelo Global Environment Facility (GEF), implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com gestão financeira do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) e coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A Fundação Pró-Natureza (Funatura) é co-executora no Cerrado. Os principais objetivos do projeto são ampliar o manejo sustentável da paisagem, contribuir para a conservação da biodiversidade e fortalecer a provisão de serviços ecossistêmicos em áreas privadas no Brasil.

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