Monitoramento da biodiversidade é ampliado na APA de Pouso Alto

Por Funatura

3 de outubro de 2025

Campo Limpo no Cerrado, fitofisionomia predominantemente herbácea, com Morro da Baleia ao fundo, em Alto Paraíso de Goiás (GO) - Divulgação/Funatura

Novas amostragens de aves, répteis, anfíbios e peixes, além de invertebrados aquáticos, buscam gerar dados mais completos sobre o estado de conservação do Cerrado

O trabalho de monitoramento da biodiversidade na Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto (GO) foi ampliado nesta segunda fase do projeto GEF Áreas Privadas. Além de mamíferos de médio e grande porte, a iniciativa agora inclui a amostragem de aves, répteis e anfíbios, peixes e invertebrados aquáticos.

“Por serem organismos que precisam de áreas em bom estado de conservação, esses grupos são considerados indicadores da qualidade do ambiente”, ressalta o coordenador de monitoramento no GEF Áreas Privadas pela Fundação Pró-Natureza (Funatura), Dr. Jader Marinho-Filho.

O objetivo da expansão é estabelecer uma linha de base para o monitoramento desses grupos e gerar dados que contribuam para estratégias de gestão ambiental mais eficientes na APA de Pouso Alto.

Reunião entre pesquisadores, na Funatura, em Brasília (DF). Na sala (dir. à esq.): Pedro Podestà, Jader Marinho-Filho, Maria Júlia Martins Silva e Reuber Brandão. Na TV (esq. à dir.): Leonardo Gomes e Tarcísio Abreu - Juliana Bragança/Funatura
Reunião entre pesquisadores, na Funatura, em Brasília (DF). Na sala (dir. à esq.): Pedro Podestà, Jader Marinho-Filho, Maria Júlia Martins Silva e Reuber Brandão. Na TV (esq. à dir.): Leonardo Gomes e Tarcísio Abreu – Juliana Bragança/Funatura

Uma equipe qualificada de pesquisadores foi reunida para garantir a qualidade dos dados. Além de Marinho-Filho, o time inclui a profa. Dra. Maria Júlia Martins Silva (especialista em invertebrados aquáticos), o prof. Dr. Reuber Brandão (especialista em herpetofauna), o Dr. Pedro Podestà (especialista em peixes) e o Dr. Tarcísio Abreu (especialista em aves).

Os encontros com os pesquisadores começaram em agosto para alinhamento de métodos de trabalho e análise dos dados. O início das amostragens está programado para acontecer no mês de setembro, no auge da estação seca.

“Com a ampliação do esforço, o projeto busca consolidar o conhecimento sobre a biodiversidade da região e apoiar a conservação do Cerrado”, destaca o coordenador adjunto de monitoramento no GEF Áreas Privadas pela Funatura, Ms. Leonardo Gomes.

A segunda fase do monitoramento da biodiversidade na região da Chapada dos Veadeiros foi iniciada em maio com a instalação de armadilhas fotográficas em propriedades privadas. As atividades estão previstas até 2026. Esse trabalho expande o pioneirismo da primeira fase, realizada entre 2022 e 2024, quando foram registradas 31 espécies de mamíferos, incluindo 12 prioritárias para conservação, como lobo-guará, tamanduá-bandeira e onça-pintada.

O projeto GEF Áreas Privadas é financiado pelo Global Environment Facility (GEF), implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com gestão financeira do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) e coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A Fundação Pró-Natureza (Funatura) é co-executora no Cerrado. Os principais objetivos do projeto são ampliar o manejo sustentável da paisagem, contribuir para a conservação da biodiversidade e fortalecer a provisão de serviços ecossistêmicos em áreas privadas no Brasil.

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