O encontro proporcionou um momento de reflexão entre colaboradoras da instituição sobre a trajetória das mulheres na conservação da natureza e o protagonismo feminino no Cerrado
A Fundação Pró-Natureza (Funatura) realizou, no dia 9 de março, um encontro especial promovido pelo grupo Funatura Feminina, em alusão ao Dia Internacional das Mulheres. O encontro reuniu mulheres da instituição para um café da manhã seguido de falas e reflexões sobre o papel das mulheres na história da conservação ambiental e na atuação da própria Funatura.
A abertura institucional foi conduzida por Juliana Bragança, assessora executiva da Funatura, que destacou a importância de reconhecer as trajetórias femininas que ajudaram a construir a instituição e fortalecer a agenda de proteção da biodiversidade no Brasil.
“A Funatura nasceu com a contribuição decisiva de mulheres que dedicaram suas trajetórias à conservação da natureza. Reconhecer essas histórias é também reafirmar nosso compromisso com a valorização do protagonismo feminino na proteção da biodiversidade e na construção de soluções para os territórios”, afirmou Juliana.
Mulheres que ajudaram a construir a história da Funatura
Durante o encontro, a historiadora da Funatura Ana França apresentou um panorama sobre a trajetória das mulheres na instituição, resgatando personagens fundamentais para a história da organização e da conservação ambiental no país.
A apresentação destacou que a própria origem da Funatura está ligada à atuação de mulheres que marcaram o campo da conservação no Brasil, entre elas Maria Tereza Jorge Pádua, engenheira agrônoma reconhecida internacionalmente por sua atuação na criação de áreas protegidas e considerada uma das principais idealizadoras da instituição.
“A história da Funatura também é a história de mulheres que ajudaram a construir o campo da conservação no Brasil. Desde sua criação, em 1986, a instituição contou com a liderança de pesquisadoras e ambientalistas que contribuíram para estruturar projetos pioneiros de proteção da natureza e de diálogo com as comunidades locais”, destacou Ana França.
A apresentação também resgatou a contribuição de outras mulheres importantes na trajetória da instituição, como a bióloga Cilúlia Maria Maury, responsável pela criação do Jardim Botânico de Brasília e pela coordenação do projeto Santuários da Vida Silvestre, e a ecóloga Lourdes M. Ferreira, que atuou na coordenação do Programa Grande Sertão Veredas, iniciativa voltada à integração entre conservação ambiental e melhoria da qualidade de vida das comunidades locais.
Liderança feminina no Cerrado
Na sequência, Gustavo Assis, coordenador de projeto da Funatura, conduziu uma reflexão sobre liderança feminina no Cerrado e sobre a importância de ampliar a participação de mulheres e jovens nos processos de governança territorial, nas organizações comunitárias e nas iniciativas de geração de renda vinculadas à sociobiodiversidade.
“Fortalecer a liderança feminina no Cerrado é fundamental para a conservação do bioma e para o desenvolvimento dos territórios. Quando mulheres participam dos processos de governança e das decisões sobre o uso da terra, ampliamos as possibilidades de construir soluções mais justas, sustentáveis e duradouras”, destacou.
A fala também ressaltou a necessidade de enfrentar desigualdades de gênero e fortalecer o protagonismo feminino nos espaços de decisão relacionados à gestão dos territórios e à conservação da natureza.
Protagonismo feminino na proteção do Cerrado
Durante a reunião, as participantes também assistiram ao vídeo “Protagonismo feminino na proteção do meio ambiente por meio da criação de RPPNs”, produzido no âmbito do projeto Fortalecimento das RPPNs da Chapada dos Veadeiros, executado pela Funatura com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).
O filme apresenta histórias de mulheres que estão na linha de frente da conservação do Cerrado na região da Chapada dos Veadeiros (GO). Proprietárias, gestoras, pesquisadoras e lideranças comunitárias compartilham suas trajetórias e o compromisso com a proteção da biodiversidade por meio das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
Ao transformar suas propriedades em áreas protegidas, essas guardiãs contribuem para a formação de corredores ecológicos, a proteção de nascentes e a manutenção do Cerrado, conhecido como o “Coração das Águas” do Brasil.
Com apoio da Funatura, o movimento de criação e fortalecimento de RPPNs na Chapada dos Veadeiros tem contribuído para ampliar a conectividade entre áreas protegidas e fortalecer o protagonismo feminino na gestão do território.
▶ Assista ao vídeo completo:
https://www.youtube.com/watch?v=_7gItQC3yf4
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Crédito: Gustavo de Assis
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Crédito: Gustavo de Assis
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Crédito: Gustavo de Assis
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Crédito: Lara Réquia
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Crédito: Lara Réquia
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Crédito: Lara Réquia