Bioeconomia do Cerrado impulsiona venda de baru no mercado global

Por Funatura

6 de junho de 2025

Baru - Luana Santa Brígida/Funatura

Em reportagem no R7, Funatura indica que é necessário a valorização da biodiversidade e das comunidades tradicionais para promover o desenvolvimento sustentável do Brasil

O Cerrado, berço das águas e de uma vasta biodiversidade, consolida-se como celeiro de oportunidades para a bioeconomia, um modelo que une desenvolvimento econômico à conservação ambiental. Frutos nativos como o baru, conhecido como a “castanha de ouro do cerrado”, ganham o mundo e apontam para um futuro onde a natureza e a prosperidade caminham lado a lado. Esse movimento se alinha perfeitamente com a missão da Fundação Pró-Natureza (Funatura) de promover o uso sustentável dos recursos naturais.

Em 2024, a castanha de baru, rica em antioxidantes, vitaminas e minerais, foi exportada para mercados exigentes como Dubai, Canadá e Estados Unidos. Cooperativas como a Cooperativa Regional de Base na Agricultura Familiar e Extrativismo (Copabase) faturaram R$ 1,8 milhão com o baru no ano passado, com produção total de 14,69 toneladas, marcando um crescimento de 22% em relação a 2022. Esse sucesso não se limita ao baru; outras cadeias da sociobiodiversidade, como maracujá, goiaba, acerola, açafrão e urucum, também mostram grande potencial. Confira a reportagem completa no R7 para mais detalhes sobre o tema.

Apesar da crescente demanda externa, o setor enfrenta desafios significativos no mercado interno. O superintendente executivo da Funatura, Pedro Bruzzi, destaca o baixo conhecimento e consumo desses produtos no Brasil, a falta de apoio e assistência técnica para as comunidades extrativistas e a carência de crédito rural para pequenos produtores.

“O crédito rural ainda é muito focado em grãos tradicionais, precisamos de um olhar mais estruturado para a sociobiodiversidade, que reconheça o valor ambiental e social dessas cadeias”, afirma.

A Funatura atua diretamente com essas comunidades, buscando fortalecer suas capacidades e o acesso a políticas públicas.

O potencial da bioeconomia vai muito além do baru. Estudos, como os da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), indicam que o investimento nesse setor pode gerar faturamento adicional de US$ 284 bilhões para a indústria brasileira até 2050, além de uma redução de 550 milhões de toneladas nas emissões de carbono nos próximos 27 anos. Setores como o de biocombustíveis, por exemplo, preveem um salto de US$ 23,5 bilhões para US$ 266,1 bilhões em rentabilidade. Outra reportagem do R7 destaca o potencial da bioeconomia.

A Funatura acredita que o investimento na bioeconomia do Cerrado é fundamental para a conservação do bioma, a valorização das culturas alimentares e a inclusão social. Ao apoiar o extrativismo sustentável e as cadeias produtivas da sociobiodiversidade, a organização contribui para um futuro mais próspero e equilibrado.

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