O Parque Estadual do Utinga, em Belém (PA), amanheceu diferente nesta segunda-feira (17). Em meio ao canto vibrante das ararajubas e à expectativa de pesquisadores, gestores e visitantes, o Governo do Pará realizou a soltura de 15 das 30 aves previstas para este ano, em celebração à COP30. A ação integra o Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas na Região Metropolitana de Belém, desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), em parceria com a Fundação Lymington.
A Funatura acompanhou a atividade, que possui um significado especial para sua trajetória. A ararajuba é o símbolo da Fundação desde sua criação, escolhida por indicação do ornitólogo Helmut Sick, um de seus fundadores. Em ata da reunião de constituição, Helmut justificou a proposta por se tratar de uma espécie endêmica do Brasil, ameaçada de extinção e portadora das cores nacionais, atributos que sintetizavam a missão e o propósito da organização. A sugestão foi aprovada por unanimidade, consolidando a ararajuba como marca institucional desde o primeiro dia.
“Ver as ararajubas voltando ao céu de Belém é testemunhar que a conservação dá frutos quando é tratada como prioridade. Para a Funatura, esse momento simboliza um Brasil que olha para sua biodiversidade com responsabilidade e esperança. Ele nos inspira a seguir defendendo territórios vivos, ecossistemas íntegros e políticas que garantem que espécies como esta permaneçam livres,” ressalta Pedro Bruzzi, superintendente executivo da Funatura.
Em abril de 2024, o projeto avançou ainda mais com a assinatura de um Termo de Colaboração entre o Ideflor-Bio e a Fundação Lymington, permitindo ampliar estruturas do aviário, criar novos espaços de educação ambiental e instalar equipamentos interativos. Com isso, o Utinga consolidou-se como um centro de referência para a conservação da espécie, aproximando visitantes do conhecimento científico que sustenta a reintrodução.
Para Bruzzi, projetos como a reintrodução das ararajubas mostram que conservar a biodiversidade depende de ciência, continuidade e compromisso institucional. “Para a Funatura, participar deste momento na COP30 reforça nossa missão: fortalecer políticas, iniciativas e parcerias que protegem espécies, restauram ecossistemas e aproximam a sociedade da natureza. Cada ave devolvida à liberdade é um lembrete do que podemos alcançar quando trabalhamos juntos,” ressalta.
A Funatura celebra essa nova etapa e reconhece a importância do trabalho desenvolvido pelo Ideflor-Bio e pela Fundação Lymington, cuja dedicação contínua viabiliza resultados concretos para a conservação das ararajubas. A volta da espécie aos céus de Belém é um marco não apenas para a Amazônia, mas para o futuro da biodiversidade brasileira.
Crédito: Lara Réquia/Funatura
Crédito: Lara Réquia/Funatura
Crédito: Lara Réquia/Funatura
Crédito: Lara Réquia/Funatura
Crédito: Lara Réquia/Funatura
Crédito: Lara Réquia/Funatura
Crédito: Lara Réquia/Funatura