Filme Sociobiodiversos é premiado pelo Júri Jovem do CineBaru

O CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema é um festival que nasceu no coração do Grande Sertão e, há dez anos, valoriza e reconhece a produção audiovisual desse território mineiro, baiano, goiano e do Distrito Federal.

Na última edição, realizada em setembro de 2026, o filme Sociobiodiversos – Comunidades e Natureza no Cerrado foi exibido na Mostra Sertão do CineBaru e recebeu o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Jovem do festival.

Dirigido por Henrique Mourão, roteirizado e produzido por Marcela Bertelli, do Instituto Rosa e Sertão, o filme foi realizado por meio do projeto Rede Sociobio, coordenado pela Funatura e viabilizado com recursos do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O documentário valoriza a sociobiodiversidade do Cerrado e evidencia a relação entre os povos e comunidades tradicionais, seus territórios e a conservação da natureza. A premiação também representa o reconhecimento de narrativas construídas a partir das vivências, dos conhecimentos e das identidades dessas comunidades.

Damiana Campos, do Instituto Rosa e Sertão, estava entre as pessoas presentes na plateia e acompanhou o momento em que os jovens compartilharam suas impressões sobre o documentário.

“Naquele dia especial do festival, eu tava sentada na primeira fileira, quando vi aquele tanto de jovens reunidos descrevendo as cenas do filme, dizendo que se viram nele, que viram ali os seus pais, viram Sagarana, o baru que tanto representa o lugar deles, e por isso eles haviam escolhido Sociobiodiversos como melhor filme nesse ano. Naquela hora meu coração se encheu! Subi para receber o troféu em nome dos realizadores, e disse aos jovens que para nós o maior prêmio, além do troféu que é muito importante, foi o filme ter chegado no coração da juventude. Naquele momento eu compreendi a força de um cinema engajado, que reconhece os povos, que é feito com as pessoas do território, e por isso capaz de comunicar a sua essência profunda, de tocar e sensibilizar as pessoas. Aquela juventude foi o maior prêmio que o filme poderia receber!”

Para a Funatura, o reconhecimento reforça a importância de apoiar iniciativas de comunicação que valorizam o protagonismo das comunidades, fortalecem suas identidades e ampliam a visibilidade da sociobiodiversidade do Cerrado.

Para assistir ao filme, basta clicar aqui. 

Fotos: Bento Caju

 

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